segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Artigo de Opinião - Comunicação e a Loucura Humana

Comunicação e a loucura humana
Por Alessandra Costa Leite

Internet, televisão, rádio, iPods...muitos meios de comunicação chegam em nossa vida e participam dela como se fossem órgãos humanos, que fazem o nosso corpo funcionar. Bombardeiam nossos dias com tantas notícias que é bem possível que o ser humano ultrapasse a linha tênue que o separa da insanidade (se é que já não deu um salto mortal lá dentro).
As teorias da comunicação estudam justamente os meios de comunicação e sua influência no ser humano: como elas informam, distorcem, persuadem as pessoas. A Teoria Funcionalista é uma delas, que observa as funções e disfunções dos meios comunicadores. Então, podemos dizer que esse fenômeno informacional causa uma disfunção no ser humano, que é a loucura?
Sim, e posso provar: as pessoas ficam sem rumo quando se percebem desinformadas, mesmo que esta informação não vá lá fazer muita importância na sua vida. Há até uma propaganda de celular que reflete bem isso: as pessoas podem até estar na beira do precipício, mas não pode faltar bônus no celular.
Tamanha é a procura por informação que elas ficam viciadas nisso. Uma revista divulgou que agora existe um novo vício: a wikipédiamania ou wikipedicaólicos, em que certos internautas ficam o dia inteiro pesquisando alguma matéria que a Wikipédia não tenha para poderem escrever. Existem também jovens que ficam até se decompondo na frente do computador, procurando algum vídeo no Youtube que possam divulgar, para assim, dizerem que fez sucesso através deles. E a história de um sujeito, não me lembro se era japonês ou chinês, que morreu após jogar 72 horas no computador sem se alimentar?!
Vai chegar um dia em que a cabeça do ser humano vai explodir, ou o cérebro vai sair pelo nariz porque não agüenta tanta pressão informacional. E a insanidade humana vai ficar na história.
E, como tudo no mundo tem uma função e uma disfunção, uma ordem que nasce da desordem e vice-versa, talvez este fato ruim venha a fazer o bem: a Wikipedia finalmente vai ter artigos bem escritos e os celulares nunca vão faltar bônus.

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